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Sábado, 17 Novembro 2018

Curso Informativo sobre Escotismo

CURSO INFORMATIVO

UM POUCO SOBRE O FUNDADOR DO ESCOTISMO, BADEN- POWELL

 

A semente do Escotismo germinou na mente de Baden-Powell, que quando menino, em Londres, viveu intensamente em contato com a natureza, fazendo expedições com seus irmãos e nos bosques da sua escola, e recebeu a influência de poetas, escritores, intelectuais e artistas, tais como Browning, Ruskin, Huxley, além de numerosos estudiosos, pesquisadores e professores, amigos da família e que freqüentavam sua casa.

Depois de uma frustrada tentativa de ingressar na Universidade de Oxford, dentro da tradição da família de completar os estudos superiores, inscreveu-se para os exames competitivos para admissão a uma escola de oficiais, sendo aprovado para a Cavalaria, para alegria e surpresa da família, em 2º lugar entre os 718 candidatos. Descobria assim, sua verdadeira vocação, na qual iria distinguir-se e transformar-se em um dos heróis ingleses.

Em sua vida militar, entre África e Índia, desenvolveu técnicas de reconhecimento, observação e dedução, aplicando com sucesso o que se definia como “scouting”, ou seja, a capacidade de exploração. Também se destacou como desenhista, ator, desportista e escritor.

O renome de Baden-Powell, como herói de guerra, foi ganho no período de 11 de outubro de 1899 a 17 de maio de 1900 – exatamente 217 dias. Esse foi o tempo em que a cidade de Mafeking na África do Sul esteve sitiada pelos “boers”, resistindo até que o exército inglês se reorganizasse para chegar ao local. Nesse período Baden-Powell, com uma força de 1.213 homens contra 6.000 pelo lado inimigo, utilizou com êxito rapazes em funções auxiliares para manter a cidade funcionando, principalmente no serviço de estafeta e mensageiros.

Mafeking tornou Baden-Powell um dos homens mais famosos do seu tempo. A Inglaterra viu nele a personalidade que idealizava: calmo, fleumático, corajoso e capaz de realizar atos de heroísmo onde quer que surgisse a necessidade. E o senso de humor dele apenas aumentou sua popularidade. Era mestre em elaborar boletins autocríticos de guerra: “Tudo bem. Quatro horas de bombardeio. Um cachorro morto”.

Seu aguçado senso de humor fez do inimigo um algo de ridicularização. Desempenhou o lado trágico e sangrento da arte de guerra e o público comoveu-se com seu feito. O público queria um herói acheter du cialis en ligne autêntico, brincalhão, ousado e tipicamente esquisito, no estilo britânico. E encontrou-o na pessoa de Baden Powell.

Voltando à Inglaterra, após a guerra, Baden-Powell encontrou uma nação rica, mas prestes a entrar em um longo período de depressão. Ficou particularmente surpreso ao encontrar mendigos e indigentes nas grandes cidades, saber que um terço da população de Londres era formada por subnutridos, e que o crime estava cada vez mais violento devido ao crescente desemprego.

Procurando contribuir com um programa que ocupasse os jovens com práticas educativas, Baden-Powell sugeriu mudanças para programa da “Boys Brigade” – uma instituição militarizada para rapazes que já contava com 40 mil associados. Pensou que poderia usar prática do “escotismo” como uma forma de auxiliar no desenvolvimento dos jovens. Decidiu, assim, por uma experiência, no verão de 1907, quando realizou um acampamento com um grupo de garotos, na Ilha de Brownsea, no que foi considerado o “berço do Escotismo”.

Depois da experiência, na qual obteve completo êxito, escreveu três folhetos contendo suas idéias e as conclusões que havia chegado, publicando-os em novembro de 1907. Em 1908 editou pela primeira vez o “Escotismo para Rapazes”, em fascículos quinzenais.

Grupos numerosos de rapazes se formaram para ler o livro, constituindo suas patrulhas e dedicando-se a pôr em prática as sugestões de Baden-Powell. Como resultado formou-se a Associação de “Boys Scouts”, instituída no Império Britânico por carta real em 1912.

O rápido crescimento do Escotismo fez com que Baden-Powell, por conselho do rei Eduardo VII, abandonasse sua carreira militar e dedicasse o resto de sua vida ao desenvolvimento da “idéia escoteira”. O fundador da maior organização mundial de jovens faleceu em 1941, aos 84 anos de idade, deixando como herança suas idéias de educação e fraternidade.

 

UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL

CONSTITUIÇÃO

 

No final dos anos 10 e início dos anos 20, do século passado, apareceram várias associações, confederações, federações, etc. de diferentes modalidades no Movimento Escoteiro, dissociadas inteiramente umas das outras, embora todas com os mesmos princípios e atividades preconizadas por BADEN-POWELL.

Na seção intitulada “Escotismo”, que o Capitão-Tenente Benjamin Sodré mantinha na revista Tico-Tico – que se destinava às crianças brasileiras, mas sobre a qual personalidades como Rui Barbosa e Coelho Neto, confessam sua apreciação – no número de 23 de janeiro de 1924, o Velho Lobo (pseudônimo de Benjamin Sodré) fazia veemente apelo para que as associações escoteiras, existentes e dispersas pelo Brasil, se unissem numa organização única que pudesse falar ao mundo pelos escoteiros do país. Receberam, então, Benjamin Sodré que era Presidente da Confederação Brasileira dos Escoteiros do Mar, de âmbito nacional, alguns protestos de apoio.

No dia 7 de setembro do mesmo ano de 1924, o Padre Leovigildo Franca, Vice-Presidente da Associação dos Escoteiros Católicos (AECB) realizou interessante conferência sobre o Escotismo. O ilustre prelado, Chefe da Delegação que representou o país (através da AECB - única Associação com filiação internacional), no grande Jamboree Internacional realizado em Copenhague, deu através de sua fácil palavra e das projeções luminosas com que ilustrou sua conferência, uma impressão nítida do que foi aquela grande concentração escoteira mundial.

Comovido e impressionado com o que ouvira, o Tenente Benjamin Sodré assim manifestou-se aos companheiros: “Para o futuro o Brasil se deve representar, em qualquer reunião internacional, não por uma delegação de uma de suas associações, mas por uma delegação dos Escoteiros do Brasil”.

Juntando a ação à palavra, o Velho Lobo renovou o seu apelo através das páginas do Tico-Tico e, por carta ou pessoalmente dirigiu-se aos principais responsáveis pelas associações escoteiras, convocando-os para se reunirem com fim de criarem uma Associação Nacional do Escotismo. Com exceção da Associação Brasileira de Escoteiros de São Paulo, todas as demais atenderam.

Passaram a se reunir, seguidamente, no Clube Naval, Rio de Janeiro, para os entendimentos necessários. Assim, o Clube Naval foi a primeira sede provisória da entidade unificada do Escotismo Brasileiro.

Dado o grande interesse e a boa vontade de todos, foi fácil chegar-se a bom termo e em 4 de novembro de 1924 foi considerada fundada a União dos Escoteiros do Brasil. Esse nome foi sugerido pelo Padre Leovigildo Franca e teve apreciação unânime.

O primeiro projeto de Estatuto foi organizado pelos chefes Benjamin Sodré e João Evangelista Peixoto Fortuna, da AECD. A Associação de Escoteiros Católicos do Brasil abria mão do seu reconhecimento internacional em favor da nova entidade nacional.

Na reunião do dia 11 de novembro, ficou definitivamente assentado, passando a ter caráter definitivo todas as deliberações tomadas.

 

O QUE É E O QUE FAZ O MOVIMENTO ESCOTEIRO

 

O Escotismo se constitui no maior movimento mundial de jovens, reunido mais de 25 milhões de membros em 216 países e territórios. É reconhecido pela UNESCO, pelos governos e autoridades em educação como um importante instrumento no desenvolvimento integral dos jovens.

Escotismo acontece quando um grupo de jovens se reúne, sob orientação de um adulto, fazendo atividades que são fundamentadas em um Método, compartilhando fraternalmente de um compromisso com valores morais, promovendo o crescimento pessoal de cada um. Além de oferecer um espaço sadio, alegre e interessante para as atividades lúdicas das crianças e jovens afastando-as das ruas e de seus riscos, o Escotismo lhes proporciona experiências de vida que resultam em valores, que se somam em crescimento pessoal e formação do caráter.

DEFINIÇÃO: O Movimento Escoteiro – Escotismo – é um movimento educacional para jovens, com a colaboração de adultos, voluntários, sem vínculos político-partidários, que valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e crenças, de acordo com o propósito, os princípios e o método escoteiro.

PROPÓSITO: Contribuir no desenvolvimento das crianças e jovens, somando valores ao caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participativos e úteis em suas comunidades.

PRINCÍPIOS: São definidos na Promessa Escoteira com base moral que se ajusta aos progressivos graus de maturidade do indivíduo.

Promessa Escoteira

 

Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para:

Cumprir meus deveres para com Deus e a minha Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; e

Obedecer à Lei Escoteira.

A Promessa do Lobinho tem uma redação mais simples, contendo os mesmos valores da Promessa Escoteira:

A Promessa do Lobinho

Prometo fazer o melhor possível para:

Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria;

Obedecer à Lei do Lobinho e fazer todos os dias uma boa ação.

A Promessa Escoteira é feita por todos os escoteiros e escoteiras, seniores e guias, pioneiros e pioneiras, e por todos os adultos que assumem função como escotista (chefe) ou dirigente, em qualquer nível. No caso de membros adultos, acrescenta-se ainda a frase: ... E servir a União dos Escoteiros do Brasil.

LEI   ESCOTEIRA

1   - O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais do que a sua própria vida.

2   - O Escoteiro é Leal.

3   - O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação.

4   - O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros.

5   - O Escoteiro é cortês.

6   - O Escoteiro é bom para os animais e as plantas.

7   - O Escoteiro é obediente e disciplinado.

8   - O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.

9   - O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio.

10 - O Escoteiro é limpo de corpo e alma.

 

O LOBINHO TAMBÉM POSSUI UMA LEI MAIS SIMPLIFICADA COM APENAS 5 ARTIGOS

1 – O Lobinho houve sempre os Velhos Lobos.

2 - O Lobinho  pensa primeiro nos outros.

3 - O Lobinho tem os olhos e ouvidos sempre abertos.

4 - O Lobinho está sempre limpo e alegre.

5 - O Lobinho diz sempre a verdade.

 

MÉTODO ESCOTEIRO

O Método Escoteiro caracteriza-se pelo conjunto dos seguintes pontos:

1 – Lei e Promessa: O elemento fundamental do Método Escoteiro é o convite aos jovens para que livremente aceitem a Lei, expressando essa aceitação por meio de uma Promessa que define os princípios em que se baseia o Movimento Escoteiro. Assim, a Lei e a Promessa não só formulam princípios, mas traduzem um compromisso com um estilo de vida, com um código de ética, livremente assumido pelo jovem ante um grupo de companheiros.

2 – Aprender Fazendo: A educação pela ação é um outro componente do Método, que valoriza o aprendizado pela prática, os hábitos de observação, dedução e indução, e o treinamento para a autonomia, baseado na autoconfiança e na iniciativa.

3 – Vida em Equipe: A integração a pequenos grupos é o terceiro elemento-chave do Método Escoteiro. Esses grupos de iguais aceleram a socialização, possibilitam a identificação de todos os seus membros com objetivos que lhes são próprios, permitem o profundo conhecimento de outras pessoas e facilitam a apreciação mútua, a liberdade e a espontaneidade, criando uma atmosfera privilegiada à descoberta e à aceitação progressiva de responsabilidade e prepara para o autocontrole, por meio da disciplina assumida voluntariamente, além de desenvolver a capacidade tanto para cooperar como para liderar.

4 – Atividades Progressivas, Atraentes e Variadas: O Método se destina ao cumprimento de um programa centrado em uma combinação equilibrada de atividades variadas, voltadas para os interesses e necessidades dos participantes. Os jogos, a vida ao ar livre, em contato com a natureza, o domínio de técnicas e habilidades úteis, a interação com a comunidade e a participação em seu desenvolvimento, a mística e o ambiente fraterno, motivam a participação do jovem e explicam porque é tão elevado o índice de comparecimento às atividades escoteiras.

 

5 – Desenvolvimento Pessoal com Orientação Individual: A peculiaridade do Método se evidência na forma como se considera a realidade e o ponto de vista de cada jovem, em cujas potencialidades se depositam a mais absoluta confiança. O educador adulto, mantendo-se como tal, se incorpora alegremente à vida juvenil, prestando seu testemunho pessoal de respeito aos valores preconizados pelo Movimento e ajudando a descobrir e a revelar, orientando, nunca dirigindo ou controlando. Esse estilo de presença facilita o diálogo e a cooperação entre gerações diferentes e a autoridade adulta existe como um serviço à liberdade dos jovens.

 

NOÇÕES GERAIS DO PROGRAMA DE JOVENS

É a totalidade das experiências do jovem em sua vivência no Movimento Escoteiro, combinando os seguintes elementos:

1 – Organização: O Escotismo está psicologicamente dividido me RAMOS, que se distinguem por programas e atividades diferentes:

  • Ramo Lobinho – para meninos e meninas de 7 a 10 anos, chamado Lobinhos e Lobinhas.
  • Ramo Escoteiro – para rapazes e moças de 11 a 14 anos, chamados Escoteiros e Escoteiras.
  • Ramo Sênior – para rapazes e moças de 15 a 17 anos, chamados Seniores e Guias.
  • Ramo Pioneiro – para jovens de 18 a 21 anos, chamados Pioneiros e Pioneiras.

SEÇÃO é a unidade técnica para aplicação do Programa Escoteiro, organizada dentro de um Ramo, com uma chefia própria. A Seção é definida pelo seu efetivo, ou seja, possui um número máximo de membros.

  • Alcatéia é uma Seção, dentro do Ramo Lobinho, com o máximo de 24 membros, divididos em 4 Matilhas. Cada Matilha possui um líder, denominado PRIMO (A), eleitos para cada ciclo de programa pelos seus companheiros, conforme o Manual do Escotista do Ramo Lobinho. Uma Alcatéia pode ser masculina, feminina ou mista.
  • Tropa de Escoteiros, Tropa de Escoteiras ou Tropa Escoteira Mista é uma Seção, dentro do Ramo Escoteiro, com o máximo de 32 membros, que reúne 4 Patrulhas. Cada Patrulha possui um líder, denominado MONITOR (A), e um (a) SUB-MONITOR (A), nomeados pelo Chefe de Seção. A reunião dos Monitores de uma Tropa chama-se CORTE DE HONRA.
  • Tropa de Seniores, Tropa de Guias ou Tropa Sênior Mista é uma Seção dentro do Ramo Sênior, como o máximo de 24 membros, que reúne 4 Patrulhas. Cada Patrulha possui um líder, denominado MONITOR (A), e um(a) SUB-MONITOR (A), eleitos pela Patrulha. A reunião dos Monitores de uma Tropa chama-se CORTE DE HONRA.
  • Clã Pioneiro é uma Seção, dentro do Ramo Pioneiro, masculino, feminino ou misto, sem um número fixo de membros e sem divisões. O Clã é dirigido por uma Comissão Administrativa e orientado por um (a) Mestre Pioneiro.

2 – Plano de Desenvolvimento Pessoal: Cada Ramo possui um Plano de Desenvolvimento Pessoal, nos Guias próprios, com características específicas para cada Ramo. O Plano tem como objetivo oferecer atividades que ajudem as crianças e jovens a alcançarem os objetivos educativos de cada faixa etária, de forma atraente e progressiva, e sendo que cada estágio é identificado por um distintivo.

 

3 – Simbolismo: É função dos símbolos criarem uma identidade entre os membros do Movimento, motivar e orientar os valores éticos do Escotismo. Fazem parte do simbolismo:

  • Marcos simbólicos e ambientação de cada Ramo;
  • A Flor de Lis e os símbolos de cada Ramo;
  • O traje escoteiro e distintivos;
  • Os lemas (Melhor Possível–Lobinho,Sempre Alerta–Escoteiro/Sênior/Guias,Servir - Pioneiros);
  • Os sinais e saudações;
  • O aperto de mão (com a esquerda, cruzando os dedos mínimos);
  • Os totens (bastão totem, bandeirolas, forquilha);
  • As cerimônias (promessas, passagens, etc...).

 

4 – As Atividades:

  • O LOBISMO usa como marco simbólico o Livro da Jângal, de Rudyard Kiplin. As atividades incentivam a socialização pela diversão e execução de tarefas em equipes. Como oportunidade de desenvolvimento, o Lobismo oferece jogos, trabalhos manuais, interpretação, canções, etc, além da introdução de técnicas escoteiras.
  • O RAMO ESCOTEIRO é baseado no estudo da natureza, vida matéria, exploração, campismo, navegação e a conquista do ar, fundamentado na vida em equipe e na participação comunitária. A principal característica está na oportunidade de aventura.
  • O RAMO SÊNIOR tem suas atividades em torno dos quatro desafios: Físico, Mental, Espiritual e Social, atendendo às características da idade de auto-afirmação, intenso desenvolvimento físico e intelectual, acentuado interesse pelo grupo de idade em relação a opiniões, aceitação e interesse pelo sexo oposto.
  • O PIONEIRISMO é uma fraternidade de ar livre e de serviço ao próximo, funcionando como um centro de interesses, de realizações, de mútua ajuda e de serviço comunitário, promovendo atividades de campismo, excursionismo e ecológicas, culturais e sociais, estimulando o jovem a evoluir em espiritualidade e perfeição humana e atingir a maturidade como cidadão feliz e eficiente.

PAPEL DO ADULTO NO MOVIMENTO ESCOTEIRO

 

Cabe ao Escotista uma função de orientação em que exerce o papel de irmão mais velho, ou, como disse Baden Powell, de se um “homem-menino”, que se coloca ao nível das crianças e jovens para entender suas necessidades e interesses, e no papel de adulto para supri-las. Da postura educacional do adulto e da confiança que ele inspira ao membro juvenil, depende o sucesso do seu trabalho.

Compete ao Escotista oferecer oportunidades para que jovens experimentem, testem, acertem errem e concluam. Oferecendo o programa aos membros juvenis, o Escotista oferece também um espaço para o desenvolvimento das de potencialidades. Um espaço sadio, onde vencer não significa ser melhor do os outros, e onde o que resultar em erro não é vergonha, mas uma oportunidade para refletir sobre o que está sendo feito. Um espaço de fraternidade, alegria, espontaneidade e troca.

Os recursos adultos com que contam a UEB para o cumprimento dos seus fins estão organizados da seguinte forma:

  • – São os adultos designados para funções que impliquem em envolvimento direto e permanente com as crianças e jovens. Esses adultos, também denominados genericamente como “Chefes”, são responsáveis pelo desenvolvimento e pela aplicação do Programa de Jovens, entrado em atividades adaptadas às diferentes faixas etárias que constituem os Ramos; aos seus respectivos objetivos educativos; e às condições específicas das crianças e jovens.
  • – São os adultos que, possuindo capacitação preestabelecida, foram eleitos ou nomeados para ocupar cargos e exercer funções relacionadas com a gestão institucional, tais como os membros das diretorias, das comissões fiscais, diretores de cursos, etc.
  • – São adultos contratados pelos diferentes níveis da UEB, na forma definida pela Diretoria Nacional, para exercer funções que demandam dedicação por um número de horas semanais que inviabilize sua ocupação por um voluntário; que envolvem capacitação disponível no mercado; e para cujo exercício remunerado existe a devida cobertura orçamentária.
  • PAIS E RESPONSÁVEIS – São os adultos que, como principais responsáveis pela educação de seus filhos ou de menores sob sua responsabilidade. Fazem parte do quadro social da UEB na categoria de sócios contribuintes e devem participar ativamente no Conselho de Pais da Seção em que seus filhos participam, na Assembléia do Grupo e das atividades de manutenção do Grupo Escoteiro.

Para o exercício de função como Escotista ou dirigente, o adulto deverá submeter-se ao Processo de Formação previsto pela UEB, conforme o caso.

O processo de formação dos adultos é composto por 3 (três) linhas distintas:

  • Linha de Formação de Escotistas – para os adultos que atuarão em cargos nessa categoria de sócio.
  • Linha de Formação de Dirigentes Institucionais – para os adultos que atuarão em cargos de dirigentes, na gestão de órgãos da UEB.

A POLÍTICA NACIONAL DE GESTÃO DE RECURSOS ADULTOS

Todos os adultos que atuarão em uma dessas Linhas contarão com o apoio de um Assessor Pessoal de Formação (APF) e serão acompanhados continuamente no exercício de suas funções, incluindo:

  • o apoio na tarefa;
  • a avaliação de desempenho;
  • as decisões para o futuro.

DIRETRIZES GERAIS

As diretrizes gerais da Política Nacional de Gestão de Adultos da UEB são:

  • União dos Escoteiros do Brasil como uma organização em permanente aprendizado.
  • Gestão de Adultos abrangendo o processo de formação, assim como o processo de captação e o processo de acompanhamento.
  • Processos simples, flexíveis e uniformes na Gestão de Adultos.
  • Colaboração e disposição dos sócios adultos na Gestão de Adultos.
  • Aceitação e aprendizagem de novos procedimentos e conceitos para adequar-se às transformações da sociedade.

Observações sobre as Diretrizes Gerais:

  • “A União dos Escoteiros do Brasil como uma organização em permanente aprendizado” significa que todos os sócios adultos têm o compromisso com a capacitação de outros adultos, devendo, portanto: (I) possuir ou adquirir conhecimentos, atitudes e habilidades para participarem do processo de formação de outros adultos e (II) possuir ou desenvolver competências em técnicas de ensino e aprendizagem.
  • Gestão de Adultos abrangendo o processo de formação, assim como o processo de captação e o processo de acompanhamento significa: (I) captar adultos com perfil adequado para os cargos e funções, aceitando tanto adultos com vivência escoteira anterior quanto pessoas que se aproximam do Movimento Escoteiro pela primeira vez e (II) acompanhar os adultos no desempenho nos seus cargos e funções.
  • “Processos simples, flexíveis e uniformes na Gestão de Adultos” para: (I) descentralizar os processos de gestão de adultos, (II) produzir meios de aprendizagem, (III) uniformizar os conteúdos didáticos e (IV) flexibilizar a adoção de procedimentos adequados às realidades locais, sejam elas sociais, culturais ou geográficas.
  • Colaboração e disposição dos sócios adultos na Gestão de Adultos para (I) cumprir os objetivos mínimos de qualificação fixados nas Diretrizes Nacionais de Gestão de Adultos para os diferentes Níveis de Formação; (II) colaborar com a Comissão Nacional de Gestão de Adultos, enviando materiais que sirvam de subsídios para o processo de elaboração de meios de aprendizagem; (III) aceitar que haverá futuros ajustes na consolidação de conteúdos didáticos e na elaboração dos meios de aprendizagem.

 

OS PROCESSOS DA GESTÃO DE ADULTOS NA UEB

A Gestão de Adultos na UEB é composta por três processos:

1 – Processo de Captação

  • Levantamento de necessidades;
  • Recrutamento e seleção;

2 – Processo de Formação

  • Linha de Escotistas;
  • Linha de Dirigente Instituição;
  • Linha de Dirigente de Formação.

Cada Linha de Formação compreende 3 (três) níveis:

  • Nível Preliminar;
  • Nível Básico;
  • Nível Avançado.

Cada Nível de Formação é composto de 3 (três) etapas:

  • Etapa de Tarefas Prévias;
  • Etapa do Curso;
  • Etapa da Prática Supervisionada.

3 – Processo de Acompanhamento composto em 3 (três) etapas:

  • Apoio na tarefa;
  • Avaliação de desempenho;
  • Decisões para o futuro.

ACORDO MÚTUO

 

Nenhum adulto poderá ser considerado vinculado à UEB antes que tenha firmado qualquer espécie de compromisso formal. Dependendo da linha de atuação em que se dará a vinculação, o compromisso será formalizado por meio de:

  • Assinatura de um Contrato de Trabalho, nos termos definidos pela CLT, para os integrantes do Serviço Escoteiro Profissional.
  • Preenchimento e assinatura da Ficha de Inscrição de Sócio Contribuinte, no caso dos Pais e Responsáveis.
  • Assinatura de um Acordo Mútuo, nos demais casos.

No Acordo Mútuo serão definidos os termos, as condições e as obrigações recíprocas que disciplinarão o relacionamento entre o adulto recém-admitido, o órgão ao qual está se vinculando para a prestação do serviço voluntário e o seu Assessor Pessoal de Formação.

Os elementos essenciais do Acordo Mútuo são os seguintes:

  • O cargo específico que o adulto desempenhará.
  • O período durante o qual exercerá o cargo.
  • As condições básicas em que serão desempenhadas as tarefas inerentes ao cargo: metas para o período, pessoa a quem se reportará, adultos que dependem do seu desempenho e o tempo estimado de dedicação.
  • O apoio que receberá.
  • Os métodos de avaliação.
  • As condições para a renovação do Acordo, manutenção no cargo, recolocação ou afastamento.

O ASSESSOR PESSOAL DE FORMAÇÃO

É o adulto especialmente designado para acompanhar, orientar e apoiar o recém-admitido (assessorado – escotista/dirigente) em seu processo de formação.

 

O Papel do Assessor Pessoal de Formação

O Assessor Pessoal de Formação deve assumir, como sua meta pessoal, que o seu assessorado complete o nível de formação adequado ao pleno desempenho da função que exerce ou do cargo que ocupa.

O trabalho de acompanhamento realizado pelo Assessor Pessoal de Formação consiste em:

  • Avaliar a experiência e o grau de capacitação que o adulto captado já possui e que pode contribuir para o desempenho das funções que se propõe a exercer ou do cargo que se dispõe a ocupar, homologando-as. Essa homologação, que pode implicar a dispensa de participação em algumas iniciativas de formação, deve ser informada com justificativas, por escrito, à Diretoria Regional.
  • Supervisionar a participação do adulto captado no processo de formação.
  • Orientar a participação do adulto captado em iniciativas de formação para complementar a capacitação requerida para a adequação do seu perfil àquele previsto.
  • Realizar ações de supervisão e acompanhamento durante o desempenho do adulto no exercício normal de suas atribuições.
  • Realizar ações para que seu assessorado adquira a formação para o pleno cumprimento das tarefas inerentes ao seu cargo ou função.
  • Homologar os resultados alcançados pelo seu assessorado, informando a Diretoria Regional ou a Diretoria Executiva Nacional, conforme o caso, quando o assessorado completar cada nível de formação, com vistas à emissão do Certificado.
  • Incentivar o assessorado a prosseguir em sua formação.
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